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Prêmio, uma estratégia de economia com encargos trabalhistas.

A meritocracia tem sido cada vez mais utilizada como estratégia para motivar e reconhecer a equipe.  Todavia, muitas vezes o empresário esbarra nos encargos trabalhistas, riscos de integração ao salário, reflexos no caso das médias para cálculo de férias, 13 salário e rescisão.

Conclusão do empresário: melhor dar uma plaquinha, um aperto de mão, pois condecorar o funcionário é algo complexo.  Não precisa ser assim.

Com a mudança da CLT – Consolidação da Legislação Trabalhista, ficou mais simples e barato aplicar a meritocracia. A nova CLT trouxe uma nova roupagem para ao prêmio, hoje é possível estar em compliance no Brasil.

O que é prêmio?

Os prêmios são valores oferecidos pelo empregador, em forma de bens, serviços ou valor em dinheiro ao empregado ou ao grupo de empregados, em razão do cumprimento de determinadas condições pré-estabelecidas ou em virtude do desempenho superior ao esperado no exercício de suas atividades.

Portanto, o prêmio se vincula a fatores pessoais do trabalhador (ou grupo de empregados), como por exemplo:

a)       seu esforço;

b)      sua produtividade;

c)       metas ou resultados alcançados, etc.

Como se dá o pagamento do prêmio?

A forma de pagamento e o número de parcelas será estabelecido pelo empregador, bem como a periodicidade. Assim, o pagamento pode-se se dá em parcela única ou de forma parcelada, sendo que as condições do pagamento deverão ser pré-estabelecidas.

Quais os encargos incidentes sobre o prêmio?

A Lei nº 13.467/2017 , que instituiu a reforma trabalhista, alterou a Lei nº 8.212/1991, de forma que os valores pagos a título de prêmios, ainda que habituais:

a)       não integram a remuneração do empregado;

b)      não se incorporam ao contrato de trabalho; e

c)       não constituem base de incidência de qualquer encargo trabalhista e previdenciário.  

Em decorrência disso, pode-se concluir sobre o prêmio:

a)       não integram a remuneração para efeito de cálculo de verbas trabalhistas em geral, tais como horas extras, 13º salário, férias, etc;

b)      não estão sujeitos à incidência de contribuição previdenciária e depósito para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Quais os reflexos para o empregado premiado?

O empregado ao perceber o prêmio, terá sobre o valor recebido, a incidência de IRPF – Imposto de Renda de Pessoa Física.

Quais os reflexos da concessão de prêmios para a empresa do Lucro Real?

Os valores a título de prêmios não serão dedutíveis para fins do Lucro Real (apuração do IRPJ e CSLL), até o momento. Acreditamos que em breve teremos interpretação diversa, sobre isso, uma vez que a alteração legislativa é recente.

A Camargos Contadores & Associados está a disposição para uma conversa sobre o prêmio como estratégia de economia trabalhista e como ferramenta de meritocracia. Entre em contato com o escritório de contabilidade de Brasília, reconhecido por suas soluções claras, descomplicadas e seguras.

Pollyanna Camargos
Consultora Tributária e Contadora, Bacharel em Ciências Contábeis pela UNB, Bacharel em Direito, especialista em Gestão Financeira, Controladoria e Auditoria, pela FGV, especialista em Direito Tributário e Contabilidade Tributária, pelo IPOG. Ex-auditora da KPMG, com experiência em empresas do Lucro Real, em empresas da área de saúde, tecnologia da informação, instituições financeiras, industrias e comércio varejista.

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Contador e Contabilista são profissionais diferentes?

Frequentemente, surge a dúvida: contador e contabilista são profissionais diferentes? Em resposta a essa dúvida, trazemos de forma sucinta a definição desses profissionais.

CONTADOR

O contador é um profissional qualificado que possui nível superior em ciências contábeis e registro no Conselho Regional de Contabilidade (CRC), conforme definido pela Resolução CFC n° 1.494/2015. Quando o profissional da área contábil é graduado e não possui CRC, passa a ser conhecido como bacharel em ciências contábeis.

O curso de graduação em Ciências Contábeis e o registro no órgão de classe, habilita o profissional contábil a trabalhar em diversos âmbitos, tais como: controles internos, contabilidade, tributário, trabalhista, auditoria, mercado de seguros, controladoria, perícia, financeiro, consultoria que envolvam o controle financeiro, patrimonial e econômico das empresas.

O contador exerce funções na área financeira, econômica e patrimonial de uma empresa, ele é o responsável, por gerar as Demonstrações Contábeis, que refletirá a saúde da empresa para os usuários da informação, sendo esses: sócios, acionistas, bancos, fornecedores, clientes, governo e outros. 

De acordo com o Decreto-lei no 9.295/46 Art. 25, o contador atua especificamente nas atividades de

  • Organização e execução de serviços de contabilidade em geral;
  • Escrituração dos livros de contabilidade obrigatórios, bem como de todos os necessários no conjunto da organização contábil e levantamento dos respectivos balanços e demonstrações;
  • Perícias judiciais ou extra-judiciais, revisão de balanços e de contas em geral, verificação de haveres revisão permanente ou periódica de escritas, regulações judiciais ou extra-judiciais de avarias grossas ou comuns, assistência aos Conselhos Fiscais das sociedades anônimas e quaisquer outras atribuições de naturezatécnica conferidas por lei aos profissionais de contabilidade.

O Contador pode atuar internamente nas empresas ou por meio de uma organização contábil. No geral, as organizações contábeis oferecem um leque de vantagens em relação ao Contador individual, pois além das atividades habituais, também fazem: levantamento dos balanços;

  • Demonstrações, pericias judiciais ou extrajudiciais;
  • Revisão de balanços e de contas em geral;
  • Verificação e revisão de escritas fiscais;
  • Regularizações jurídicas ou extrajudiciais comuns;
  • Assistência aos Conselhos Fiscais das sociedades anônimas. 

Visto isso, fica evidenciado que o profissional da contabilidade exerce um papel de muita importância, tanto na organização da empresa, quanto na estruturação contábil, no planejamento fiscal e econômico-financeiro (o contador é capaz de medir o retorno do capital investido).

CONTABILISTA

O contabilista é um profissional que possui nível técnico e exerce função técnica de contabilidade. 

No geral, o técnico contábil cuida de atividades operacionais, tais como:

  • Prestação de contas da instituição;
  • Escrituração contábil e fiscal;
  • Registros e lançamentos;
  • Folha de pagamento; 
  • Calculo de impostos;
  • Geração de guias;
  • Envio das obrigações acessórias
  • Cálculos dos juros e taxas
  • Elaboração de demonstrativos de balancetes
  • Participa da constituição da empresa na Junta Comercial ou no cartório civil;
  • Providencia a regularização em vários órgãos. 

Até 06/2015, os técnicos em contabilidade possuíam registro no Conselho Regional de Contabilidade (CRC). Todavia, foi decidido que a formação de técnico não habilitava o profissional para algumas atividades mais complexas, e por isso, o mesmo não teria o CRC. 

Em resumo, podemos dizer que o técnico em contabilidade exerce atividades semelhantes aquelas desenvolvidas pelo contador, porém a sua área de atuação é mais restrita. No entanto, todos são profissionais de suma importância no meio corporativo de uma empresa ou organização e todos merecem total valorização. 

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Como aumentar o lucro da clínica médica?

Para os médicos e demais profissionais da saúde estruturarem sua clínica é um desafio, afinal nos anos de graduação, residência, especialização, não houve a preparação para lidar com a gestão do negócio. Então, como aumentar o lucro da clínica médica? Somente no momento que o médico resolve empreender, o mesmo se depara com um universo cheio de regras, burocracia, impostos, custos de pessoal e de manutenção, fidelização do paciente, preço da consulta, credenciamento e glosas dos planos de saúde; e ainda indagam as seguintes perguntas: como aumentar o lucro da minha clínica médica? O que preciso saber sobre a contabilidades para médicos?

Com o objetivo de apoiar os médicos e demais profissionais da saúde, essa matéria trás 7 dicas de como aumentar o lucro da clínica médica.

1 – CONTROLE FINANCEIRO

Todo empresário precisa controlar se as entradas de recursos são suficientes para pagar as saídas de recursos. Isso é o mínimo! Portanto, para toda gestão de negócio é necessário o controle do fluxo de caixa, afinal o fluxo de caixa de sua clínica médica lhe permitirá as seguintes análises:

A empresa está tendo lucro financeiro?

Quais as 3 principais saídas de recursos da empresa no mês a mês?

O que gera mais entradas no fluxo de caixa: receitas de consultas, receitas de procedimentos e exames ou receitas com cirurgias?

A empresa tem caixa, por que ela tem receita ou por que precisou de recursos do sócio ou de bancos?

O valor a receber é suficiente para pagar quanto tempo das contas fixas?

Para ter o fluxo de caixa da sua clínica médica, recomendamos a utilização de um software financeiro, pois além de serem simples e fáceis, estão preparados para gerar informações rápidas, úteis e relevantes. Cabendo destacar, que quanto mais informações forem inseridas no aplicativo financeiro, tais como classificação das despesas (administrativa, material aplicado, funcionários…), melhor será a qualidade da informação gerada nos relatórios. Essa informações serão úteis para saber como aumentar o lucro da clínica médica.

2 – FOCO NO LUCRO DA EMPRESA

Quando se tem um controle financeiro, alguns gestores incorrem no erro de acharem que estão diante do lucro da empresa. O lucro financeiro é diferente de lucro da empresa (lucro contábil), pois o primeiro somente reflete se as entradas e saídas são suficientes para a empresa girar, enquanto o segundo indica quanto de riqueza foi gerada para os sócios retirarem e terem seus esforços remunerados por lucros. 

Algumas empresas têm lucro financeiro, mas não tem lucro contábil, isso é um sinal de ALERTA, pois pode ser que a clínica esteja caminhando para o fracasso.

Mas como saber o lucro da minha clínica médica? Para saber o lucro da sua clínica médica é necessário analisar a Demonstração de Resultado produzida pela sua contabilidade para clínicas médicas. Nesse relatório contábil constará as receitas e despesas da clínica médica, isto é, não será indicado o patrimônio (bens, direitos e obrigações), mas tão somente aquilo que é capaz de aumentar o patrimônio da empresa e os rendimentos dos sócios. 

Sugerimos a todo sócio, gestor e investidor, que tem a sua Demonstração de Resultado, a seguinte pergunta: em percentual, o lucro da minha empresa representa quanto da minha receita? Esse índice te indicará a lucratividade do seu negócio e te ajudará a criar estratégias para aumentar a receita e pensar em como aumentar o lucro da clínica médica.

3 – AUMENTAR A RECEITA

O primeiro esforço a se fazer para como aumentar o lucro da clínica médica é o de aumentar as receitas. No caso de clínica médica, podemos afirmar que existem duas formas de aumentar as receitas: 

Atendendo mais pacientes – nesse caso o aumento da receita se dará em virtude do aumento no volume de serviços médicos prestados. O cuidado a se ter é com o aumento dos custos fixos (despesas de aluguel, salários, telefonia, manutenção de equipamentos e estrutura), pois caso para aumentar o volume de atendimento, seja necessário aumentar os custos fixos, será necessário avaliar o volume de atendimento mínimo para pagar esses custos fixos (ponto de equilíbrio), para a partir disso começar a ter lucro.

Aumentando o valor das consultas, procedimentos/exames e cirurgias – esse é o melhor cenário, pois o reflexo é imediato no aumento da margem de lucro, uma vez que não ocorrerá aumento de custos diretamente. Todavia, deve-se levar em consideração que o volume de atendimento pode diminuir, e portanto, será necessário incorrer em outros custos para aumentar a capitação de pacientes (custo de marketing, estrutura mais convidativa, atendimento diferenciado…)

4 – AVALIE SEMPRE O CUSTO COM EQUIPE, ESSA É SUA PRINCIPAL DESPESA

Inegavelmente, os recursos humanos são importantíssimos para mover a empresa rumo ao seu objetivo. Por isso, entendemos que fazer a gestão do custo da equipe é essencial, pois quaisquer falhas com a equipe podem ter reflexo em várias áreas da empresa. Cientes disso, consideramos salutar avaliar:

  • Com os salários pagos é possível ter uma equipe mais qualificada? Qual o custo para qualificar a equipe?
  • Paras as atividades das clínicas é possível contratar empresas (pejotização)?
  • A equipe trabalha efetivamente 44 horas semanais? Caso não, pergunte-se: é necessário contratar mais pessoas ou reajustar a carga horária? Afinal, um reajuste de carga horária repercutirá somente em ajuste de salário, enquanto a contratação de uma nova pessoa, implica em mais outros custos tais como: aumento de despesa com vale transporte, alimentação, equipamento de trabalho, espaço para essa pessoa, adaptação com a cultura da empresa e outros custos.
  • Sua clínica paga hora extra? Se sim, por que não implantar o banco de horas;
  • O plano de saúde que você oferece é ambulatorial ou hospitalar? Seria mais econômico oferecer plano ambulatorial, no entanto, é preciso conscientizar a equipe da importância da prevenção;
  • A clínica pode fomentar uma política de estagiários, pois além de reduzir o custo da equipe, investe no desenvolvimento de jovens.
  • Contratar por demanda seria uma alternativa viável para sua clínica? Atualmente, existe o contrato de trabalho chamado de Intermitente, no qual a prestação de serviços, com subordinação, não é contínua, ocorrendo com alternância de períodos de prestação de serviços e de inatividade, determinados em horas, dias ou meses, independentemente do tipo de atividade do empregado e do empregador. 
  • Fazer processo seletivo mais assertivo, para evitar custos com demissões. No mercado, existem software/aplicativos de assessment, que auxiliam nesse processo, por meio da definição do perfil comportamental para vaga e depois a avaliação se o perfil da pessoa se encaixa ao do perfil pré-definido.

Ao avaliar sobre os pontos acima, certamente, você precisará da assistência de sua contabilidade para médicos, afinal, ela tem todo o conhecimento para lhe apoiar. Portanto, não existe em acionar sua contabilidade para médicos. 

5 – VIGIE OS CUSTOS/DESPESAS FIXAS

Qual a diferença entre custos/despesas fixas e variáveis?

Variáveis: são aqueles custos ou despesas que variam proporcionalmente ao volume de prestação de serviço, isto é, se tem mais receita de prestação de serviços, tem-se mais custo ou despesa variável.  (Ex: material aplicado, a remuneração do médico por hora, receituário…)

Fixos: são aqueles custos ou despesas que não variam o volume de prestação de serviço, isto é, tendo ou não tendo tem receita de prestação de serviços, esse custo ou despesa se mantém. (Ex: alugueis, pessoal administrativo, condomínio, manutenção de equipamentos, consultorias, material de escritório…)

É sabido que custos e despesas fixas pesam para empresa, pois faturando ou não a empresa terá de arcar com eles. Dessa forma, podemos dizer que os custos fixos são o vilão do fluxo de caixa, pois tendo caixa ou não, eles estão consumindo recursos. Diante disso, o melhor é focar na operação tendo custos variáveis do que custos fixos. Afinal, o custo variável somente ocorrerá se houver demanda/faturamento.

6 – DE OLHO NAS DESPESAS FINANCEIRAS 

No início da clínica médica ou em um momento de ampliação é comum que a conta recebimentos menos pagamentos não seja positiva, portanto, será necessário a utilização de capital de terceiros ou de capital próprio (aporte dos sócios ou utilização dos lucros auferidos ao longo do tempo). No caso do capital de terceiros, o médico já começa a se deparar com a necessidade de gerir as despesas financeiras (juros, multas, taxas…), que podem ser um fantasma (se não houver controle) ou podem ser uma estratégia de alavancagem (o retorno com a destinação desse capital será maior que as despesas financeiras).

Para uma boa gestão das despesas financeiras o pagamento dessa dívida com terceiros deve estar no fluxo de pagamento; e o fluxo deve ser projetado de forma que o gestor perceba quanto de receita/recebimento a clínica tem que alcançar para honrar as dívidas e obter lucro.

7 – FAÇA O ORÇAMENTO E CONFRONTE COM O REALIZADO

O orçamento nada mais é que a META da clínica médica para determinado período. Portanto, o papel do orçamento é essencial para que a empresa não se perca no meio do caminho e fique sem rumo.

Tendo em vista que o orçamento é a meta, deve-se ter o cuidado de estabelecer metas possíveis, afinal, caso os propósitos apresentados sejam inviáveis, não haverá engajamento da equipe, dos gestores e dos sócios, e logo, o orçamento será uma certificação de fracasso.

O orçamento é um planejamento da empresa, no qual são indicados:

  • Os valores esperados de cada despesa necessária,
  • Os lucros esperados pelos sócios,
  • Os valores das receitas necessárias para pagar as despesas orçadas e pagar os lucros dos sócios.

Visto isso, recomendamos que toda clínica médica tenha seu orçamento projetados, bem como todos os gestores tenham ele a mão, pois o orçamento é a visão de futuro tão esperada e que movimentará cada esforço no dia-a-dia.

É importante saber por que escolher uma contabilidade para clínicas médicas, e a Camargos Contadores & Associados, empresa de contabilidade em Brasília, é especializada nessa área e se coloca a disposição para auxiliar-lo na análise e implantação dessas dicas. Será um grande prazer ajudar a sua clínica médica, a aumentar os lucros.

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Capital de giro para abrir uma empresa.

O capital de giro é um fator fundamental para a continuidade de uma empresa desde sua constituição até sua baixa. Caso queria saber como abrir uma empresa lei o seguinte texto. Sua importância está relacionada à capacidade da organização em conseguir realizar suas operações, ou seja, se consegue comprar mercadorias, arcar com despesas gerais, pagar funcionários, entre outros custos para se abrir uma empresa. Esse fator é representado pela diferença entre os recebimentos e direitos de curto prazo e as obrigações também de curto prazo, como, por exemplo, a diferença de contas a receber e contas a pagar.

Tendo como contexto o cenário brasileiro e os custos para se abrir uma empresa a mortalidade de micro e pequenas empresas nos dois primeiros anos de vida ainda é uma realidade vigente, percebe-se o despreparo dos empresários ao iniciarem seus negócios. É necessário se informar e se preparar para dispêndios iniciais, já que não existirá caixa para arcar com essas despesas. Dentro desse aspecto, antes de abrir uma empresa e iniciar a atividade operacional, faz-se imprescindível a estruturação de um planejamento financeiro, o qual terá o capital de giro como elemento central. Dessa maneira, problemas como atraso de salários, quitação de pendências e falta de caixa indicam que a empresa está com problemas de capital de giro e outros custos para se abrir uma empresa e poderá falir caso continue negligenciando essa questão. 

Tendo como primeiro passo a estruturação de um planejamento financeiro, o empresário terá uma estimativa dos custos para se abrir uma empresa e outros gastos iniciais e saber até quando terá de sustentar a empresa ao ponto que esta consiga ser sustentável. Uma maneira eficiente de realizar essas estimativas é fazer projeções de fluxo de caixa, ou seja, com base em informações de mercado, em especificidades do negócio e dados passados da empresa, o empresário poderá estimar o quanto sairá do caixa nos meses subsequentes e o quanto terá de entrada podendo assim definir o valor do seu capital de giro. Desse modo, caso perceba que seu capital não será suficiente para fazer com que as atividades aconteçam, o empresário poderá recorrer a empréstimos bancários, com a finalidade de cumprir suas obrigações de curto prazo, em caráter de capital de giro para seu negócio. Contudo, é importante atentar-se às taxas de juros, qual será a perspectiva de pagamento considerando o planejamento feito e qual será o impacto no fluxo de caixa futuro. 

Com a empresa já em funcionamento, o bom gerenciamento do capital de giro garante a saúde financeira do empreendimento, permitindo que todas as saídas sejam pagas nas devidas competências e o saldo final seja positivo. Um bom planejamento e um controle tempestivo e eficiente das informações, é possível ter a quantidade necessária para realizar as atividades rotineiras do negócio sem necessidade de financiamento externo.

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